segunda-feira, agosto 01, 2005

Amizade

A amizade para mim já é necessária de algo mais.

Além das palavras, há a boca a ser beijada.
Além dos abraços, há braços para me recepcionarem
E seios me acomodarem.
Além dos elogios, há ouvidos que precisam ser flertados.

E tudo, quem sabe?
Comece com um beijo amigo bem dado.
Com o carinho amigo bem dado.
Com um amor bem iniciado.
Com a conquista bem conquistada.
Com um amor além do que amado.


Criado em: 31/07/2005
A "Escrição": Criado na insone madrugada de 30 para 31 de Julho, me veio a inspiração que soprou este escrito. Sem muitas coisas que estivessem trafegando em minha mente eu escrevi normalmente e não acho que seja boa. Mas publico para não deixar espaços vazios.

sexta-feira, julho 29, 2005

Os Caminhos dum Sistema > SiSBR-01 <

A tênue linha da incerteza,
Vossa vulga dúvida.
A cruel certeza de estar incerto.
A frieza com que pessoas recusam
Os certos incertos.
A vulgaridade do amor.

A compaixão condensada como perdoar,
Já é escassa.

Estar incerto sobre as certezas da vida,
E não ter nem UM guia para vos certificar.

Estar incerto sobre as maneiras de viver,
E não ter ninguém para vos dar a mão.
Agora certo de que os delitos, as agressões
Os crimes e a vida bandida são vosso caminho,
Eles já não querem vos dar perdão.

Antes quando vós necessitastes,
Não recebestes a mão.

E agora que já não darão-vos o perdão,
Com a mesma, aquela mão, vos dirão:

MARGINAIS! BANDIDOS! ASSASSINOS!

Criado em: 28 de Julho de 2005
A “Escriçao”: O que me veio na idéia durante a criação foi, a marginalização que sofrem esses que caem na vida bandida afetando nós cidadãos comuns também vítimas desse sistema vicioso. / A marginalização que sofrem, surge, acredito eu, principalmente da camada média que vê mais freqüentemente os marginais.
Já as camadas mais altas, dispõem de recursos que os privilegiam de lonjura suficiente desses desagrados da sociedade do país.
Os marginais são a metamorfose ambulante e eterna (enquanto permanecer assim a nossa vida severina: educação suja e limpeza mal-educada [não confundam com o político, por favor]). São tão vítimas quanto nós. Mas como todos nós bem sabemos, uns resistem mais e outros menos. Aqueles que estão mais por baixo têm apenas um recurso ( quando a vida já não lhes mostra nada além da luz dum trem que adentra um túnel) “marginalizar-se”. Tornam-se adeptos da vida bandida. E nós que no processo todo poderíamos ter evitado isso, agora apenas discriminamos, humilhamos, não compreendemos, julgamos. Antes déssemos a mão, para que não lamentássemos agora a dor de perder, quem sabe, um irmão.

terça-feira, julho 26, 2005

A Bailarina

Admirador d'A Bailarina.
Apresentou-se em Petrópolis - RJ no dia 23 (às 21hs).
Não perdi sua excelente performance.
Minhas Congratulações à Germana.

Caso queiram conhece-la, apenas visitem a comunidade do orkut:
A Bailarina: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3661218

Espero qu'ela tenha recebido o convite da comunidade e assim qu'ela ingressar estarei informando aqui na minha varandinha.

Saudações caros amigos terrestres,


Matti

Desenhos

Palavras para mim
São apenas desenhos cursivos.

Mas estes desenhos são
De beleza linda para ela.
Então estou sempre desenhando,
Procurando,
A curva imperfeita. Pois,
Perfeição, neles já há.

O que seria de mim
Se não fossem meus desenhos?

Teria de conquista-la com fonemas.
E assim, manteria este sonho
Frio como o gelo eterno.

Fonemas
Bloqueiam sua própria liberdade
Para que não cometam o engano
De se misturarem
De forma prejudicial ao seu genitor.

Os desenhos são
Minha extensão mais bela e trabalhada.

Não os temo.


Criado em: 06 de Junho de 2005
A "Escrição": Foi escrito no tempo do intervalo entre algumas aulas que não me recordo. Eu olhava todas passando e não enxergava nenhuma. Mas sabia que certamente ela está por ai também me procurando.

Exclamação Quieta

Não irei falar!
Gritarei silenciosamente,
Infinitas vezes, se necessário for
Para te chamar a atenção.

Não direi de tua beleza,
Não elogiarei tuas conquistas,
Não serei nada comum.
Mas simples, apenas sou.

Pensarei pausadamente,
Para degustar de te-la em minha mente.

Manterei-me assim recluso a mim mesmo,
Até que a combustão de nosso amor esteja completa
E restem apenas brasas.

Este brasil irradiará a vermelhidão de nosso amor,
Irradiará até que a centelha da vida,
Em mim, se apague e então a substituirá.

Criado em: 10 de Junho de 2005
A "Escrição":
Quando foi escrito eu não pensava em nada além da alma feminina. Não é preciso gostar de alguém, ou estar amando para compor algo. Basta que se capte a alma daquilo que você observou e que quer descrever.
Este poema surgiu durante a espera por uma companhia para um almoço. Enquanto esperava me forçei a escrever sem mesmo ter a tal "inspiração". E saiu isto ai, algo que eu me sinto feliz de ter criado. Claro que pretendo melhora-lo, e a mim também para que isso seja possível.

Mais um de meus ensaios de poema

O Conselho dado a mim era:
Recitar.

Fossem minhas ou alheias,
Era para te encantar.

Teus olhos para mim,
E sorrindo para o mundo,
Se deixando inebriar
Logo ao me escutar.

Mais forte atar nossa amizade.
Mais curta deixarmos estar
A distância, para qu'eu possa sussurrar
E você me encantar.


Criado em: 25 de Julho de 2005
A "Escrição": Quando estava quase dormindo eu pensava no passado ginasial.
Estudávamos em 2001 várias pessoas. Uma delas em especial pra esta composição.
Ela era estudiosa, era amigável, era muitíssimo séria. Só hoje tento atar firme um amigar ( sermos amigos) com ela. Enquanto estudávamos juntos eu não acreditava em sonhos, que investia tempo e fé, e também não me ligava na presença dela.
Hoje, anos mais tarde, me vejo mais maduro (creio eu) e percebo que isso foi um grande erro. E este erro pôde ser reparado sendo pedidas desculpas e tentando recuperar o tempo perdido. Sendo amigo. Ter amizades que durem tanto quanto uma vida. É isso que vale.

sábado, junho 25, 2005

Descrição do Orkut.com

Somos meros atores coadjuvantes que limpam o cenário de sujeira, cantamos musicais felizes sobre a triste realidade em que vivemos no nosso cotidiano. Os colocamos em cena, prontos pra atuar. Eles não ensaiam, são Ofídios e Ofídias que passam entre nós pedem óbolo e nós por desconhecermos seu significado, votamos. Hoje parecemos todos anfíbios indefesos, cuja tortura foi sal no lombo. É de partir, quem tiver ainda, o coração.

Quem eu sou? Boa pergunta, nem eu sei te responder. Saiba que sou mais uma pessoa neste mundo, que polui e que ocupa espaço, que é humano. Se ainda há espaço, eu acredito que há sim, sou mais um idealista, acredito que o objetivo auto-destrutivo intrínseco no homem sofre hoje uma metamorfose. Assim que surgimos os idealistas. Para mostrarmos que mais melhoras precisam ser feitas, que o homem é imperfeito.

Sou um corpo estranho no corpo dessa sociedade. Não achei aquele lugar que me faça sentir confortável. Talvez esse tal lugar seja uma ilusão impressa pelos vários meios de massificação a que estamos expostos continuamente.

Pessoas vividas, com mais freqüência lamentam que uma instituição está se perdendo, o casamento. Bom, não dou ouvidos aos comentários prós nem contras. Eu acredito no matrimonio e nas tentativas de mantê-lo longe de ser abalado. Num relacionamento sério, ético até no amor, por que não? Discordo daqueles que acreditam não ser necessária a escolha bem selecionada de nossa companheira. Procuramos não alguém, mas uma namorada ou no futuro uma esposa, mais que isso, uma companheira e cúmplice. Talvez por esses pensamentos tão errados nesse tempo, eu viva boa parte do tempo só procurando por você, esse alguém que me fará feliz. :)